terça-feira, 5 de junho de 2012

Trio de canibais é indiciado por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação

A Polícia Civil de Pernambuco apresentou, nesta terça-feira (05), o resultado do inquérito sobre uma das vítimas do trio suspeito de matar, esquartejar e praticar canibalismo de três mulheres no Estado. Jorge Beltão Negromonte da Silveira, 50, Isabel Cristina Pires da Silveira, 51, e Bruna Cristina Oliveira da Silva, 25, são apontados como autores do homicídio quadruplamente qualificado – com os agravantes de motivo fútil, dificuldade de defesa da vítima, meio cruel na execução e asseguramento de subtração de incapaz cometida anteriormente – e ainda ocultação de cadáver. O inquérito deve ser enviado nesta terça-feira para a Justiça. Jéssica Camila da Silva Pereira, 17, teria sido morta por Jorge, com uma facada no pescoço e, em seguida, seu sangue seria retirado do corpo utilizando um garrote no pescoço da vítima para acelerar o sangramento. O assassino chegou mesmo a cortar partes do cadáver e acondicioná-los na geladeira para posterior consumo, após despelar o corpo. Todo o ritual, que faria parte de uma seita criada por Jorge chamada “Cartel”, foi descrito no livro escrito por ele, “O diário de um esquizofrênico”. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Paulo Berenguer, o crime teria sido cometido para conseguir ficar com a filha de Jéssica. “Jorge e Isabel tentavam ter filhos há 30 anos e não conseguiam”, afirmou. Eles teriam visto Jéssica no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, com a sua filha e ofereceram uma proposta para ela ser empregada doméstica na casa deles em Rio Doce, Olinda. O crime foi praticado na residência deles após falsificar documentos para que Bruna assumisse a identidade de Jéssica e que a filha dela fosse registrada como de Bruna – agora identificada como Jéssica – e de Jorge.

Os outros crimes cometidos pelo trio, como falsidade ideológica e crimes correlatos, serão investigados por outras delegacias. Já o inquérito sobre a morte de outras duas vítimas foi entregue pela Polícia de Garanhuns à Justiça.

Fonte: Folha-PE